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terça-feira, 21 de julho de 2009

'' PRAIAS DE SESIMBRA MAIS APETITOSAS PARA DEFICIENTES ''


As praias da vila de Sesimbra estão mais uma vez acessíveis aos cidadãos portadores de deficiência ou mobilidade reduzida.
Os dois Tiralôs, cadeiras anfíbias, disponibilizados gratuitamente pela autarquia podem ser utilizados por instituições que trabalham com pessoas com deficiência ou com mobilidade condicionada e por todos os particulares que estejam nestas condições.
Os equipamentos, que permitem o acesso ao mar em segurança, podem ser requisitados junto do concessionário da praia e a sua utilização é gratuita.








Fonte: Câmara Municipal de Sesimbra :: Notícias - Sesimbra, uma praia sem ...

quarta-feira, 15 de julho de 2009

'' LUTA POR UMA REFORMA ''


Portador de deficiência luta pela antecipação da idade de reforma

Há vários anos que Roberto Ribeiro trava uma batalha pessoal contra o "sistema" em busca da antecipação da idade de reforma para portadores de deficiência, depois de um acidente de viação lhe ter roubado a alegria de viver.

Em 1985, o hábito de andar de mota, aliado à irreverência própria da juventude, acabariam por se revelar fatais num acidente que iria pautar o resto da sua vida: um embate num poste de electricidade provocou a fractura dos ossos da perna direita com paralisia dos músculos e nervos, obrigando à utilização de uma tala e aparelho curto para a estabilização das articulações.
Ao desgaste físico - trabalha como chefe de armazém numa empresa de cargas e descargas de contentores - juntou-se o drama psicológico com consequente depressão nervosa.
Com as sucessivas idas aos médicos vieram as más notícias: a manter o ritmo de trabalho dentro de pouco tempo terá de se deslocar com o auxílio de "canadianas" ou, na pior das hipóteses, ficar refém de uma cadeira de rodas.
"Toda a vida trabalhei este ano perfaço 31 anos de serviço activo. Com todo este tempo de descontos para a Segurança Social considero uma injustiça o facto de, se pretender aposentar-me neste momento, ter penalizações consideráveis ao nível da pensão de reforma", desabafa.
Nos últimos anos Roberto Ribeiro bateu a inúmeras portas - deputados, Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social e Assembleia da República - tendo recebido "muitas manifestações de solidariedade, mas resultados práticos nada !", enfatiza.
Visivelmente desgastado - durante a entrevista ao Açoriano Oriental chorou- considera que pretende apenas o que é justo.
"Se tiver direito a uma reforma que representa pouco mais de metade do que ganho, como vou fazer? Eu gostava de viver o resto da minha vida com alguma qualidade e dignidade, como farei isso? Ou terei que trabalhar até cair numa cadeira de rodas?", pergunta.
"Fora" da lei
No enquadramento legal actual, Roberto Ribeiro tem apenas direito a uma reforma por invalidez ou a uma reforma antecipada, mas, com 46 anos, tal significaria que teria penalizações consideráveis ao nível do montante da pensão de reforma.
"Já fiz uma simulação na Segurança Social e não estou de acordo com o valor que a Lei define. Porque trabalho há mais de 30 anos e tenho uma deficiência acho que teria direito, no mínimo, a uma pensão de reforma a 80%", defende.
Como Roberto Ribeiro não possui grandes qualificações académicas mudar de trabalho significaria perder grande parte do actual rendimento.
Dito de outro modo, actualmente "não existe suporte legal que possibilite a instituição de um regime de antecipação com fundamento numa situação intrínseca aos próprios beneficiários como seja o facto de serem portadores de deficiência", conforme transmitiu o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, em resposta, por escrito, a uma exposição de Roberto Ribeiro.
"A situação em que me encontro é compartilhada por muitos cidadãos portadores de deficiência que lutam por uma vida melhor em Portugal, apesar das barreiras físicas, culturais e sociais existentes", diz.
Habituado a lutar por aquilo que entende ser necessário quanto justo para uma vida normal, Roberto Ribeiro admite que lhe começam a faltar força física e anímica.
"Qualquer dia eu...olhe, neste momento já não sei o que fazer e o que lhe dizer", conclui Roberto Ribeiro.

Fonte: http://www.acorianooriental.pt/noticias/view/188174

'' CADEIRA DE RODAS MOVIDA PELO PENSAMENTO ''




Toyota inova com cadeira de rodas movida pelo pensamento


A Toyota, fabricante japonesa de automóveis, inovou este ano com um produto que sai do seu nicho de acção e lança uma cadeira de rodas movida pelo pensamento. Falando assim parece história de ficção científica, mas é a mais pura verdade.
Para guiar este “meio de transporte” o usuário tem que utilizar um capacete que acompanha o equipamento e é capaz de ler as “ondas cerebrais” do mesmo, de forma a identificar a intenção do condutor e assim controlar um motor eléctrico que permite o deslocamento da cadeira.
Este sistema permitirá que num futuro nada distante que as pessoas, deficientes físicos e idosos, consigam interagir com o mundo através das suas vontades interpretadas pela actividade cerebral, nem sempre capaz de controlar seus músculos, o que poderá ser utilizado para agilizar determinados tratamentos de reabilitação.
Funcionamento do sistema
Através de um sistema do Brain Mecanism Interface (BMI) o capacete contém eletrodos que são conectados ao couro cabeludo e mede a actividade cerebral quando a pessoa se concentra em algum movimento. Estes sinais são plotados em um painel que os interpreta em tempo real e transmite os dados para um sistema de controle na cadeira.
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A priore, não foi divulgada nenhuma intenção em relacionar esta tecnologia aos ‘veículos’ do futuro, mas da maneira como as coisas avançam, não á porque duvidar que logo logo também teremos carros movidos pelo pensamento… o que em primeira instância não me agrada.
Imagina só guiar um veículo num engarrafamento sem tocar no volante… deve dar dor de cabeça.
Fonte Affaritaliani



sábado, 4 de julho de 2009

'' MÉDICO BATE EM DEFICIENTE ''


Mãe acusa médico de agredir deficiente
A mãe de Susana, uma jovem deficiente motora e mental, de 23 anos, residente em Castro Verde (Alentejo), acusa um psiquiatra do Hospital de Santa Maria (HSM), em Lisboa, de ter agredido a filha à bofetada, durante uma consulta, realizada no passado dia 19.
Adelina Santos afirma ter formalizado queixa no Livro de Reclamações do HSM, mas ainda não obteve qualquer resposta.
"O médico estava a falar alto comigo, devido a divergências na administração de medicamentos, e a minha filha, que tem mentalidade de uma criança, não gostou. Começou a gritar com o médico, chamou-lhe nomes e atirou uma cadeira ao chão" explica a progenitora, revoltada com a reacção do médico. "Mandou-a calar, mas ela não obedeceu. Então, levantou-se, foi direito à minha filha, que estava numa cadeira de rodas, e começou a esbofeteá-la furiosamente, por várias vezes", acusa.
Adelina Santos afirma que teve de agarrar o médico pelos braços, segurando-o com algumas dificuldades.
"A minha filha queixava-se de dores no ouvido esquerdo e de não ter audição. Fomos à Urgência do HSM onde fomos bem atendidos", afirma a mãe da vítima.
O responsável das relações públicas do Hospital de Santa Maria esclareceu ao CM que " a reclamação está a ser analisada e quando houver uma conclusão será comunicada à utente". Já o médico psiquiatra acusado de agressão, não se mostrou disponível para explicações.
O clínico é acusado pela mãe de Susana de fumar charuto durante as consultas. "Torna o ar irrespirável no consultório", garante Adelina, que promete não deixar a agressão à filha passar impune. "Vou esperar mais uns dias pela resposta" e garante que formalizará uma queixa junto do Ministério da Saúde.
Susana nasceu com deficiência motora hereditária. Já esteve internada no Hospital Júlio de Matos e toma cerca de 30 comprimidos diários para os nervos e para uma colite ulcerosa.

'' DEFICIENTES TAMBÉM PRECISAM DE PRAIA ''



“Também tenho direito à praia”

Carlos Nora tem 39 anos e está paraplégico há cinco devido a um acidente de mota. Preso numa cadeira de rodas, conta pelos dedos das mãos as vezes que tem ido à praia, na Ilha de Tavira.
Nas Quatro Águas, nem o cais nem os barcos têm acessos adaptados a pessoas com mobilidade reduzida e são precisos pelo menos dois voluntários para, à força de braços, o transportarem até à embarcação.
"Dependo da boa vontade dos outros, ou trago amigos ou peço ajuda aos turistas que estejam no cais", conta Carlos.
Se o acesso já é difícil, a manobra torna-se ainda mais complicada quando a maré está baixa, sendo praticamente impossível devido à altura mais baixa em relação ao cais a que o barco fica à superfície da água.
"As pessoas só ajudam se quiserem, mas eu também tenho direito a ir à praia", desabafa Carlos.
Jacinto, proprietário da empresa que faz os transportes para a Ilha, confessa "que dá pena quando não leva deficientes no barco, mas não há condições e é muito perigoso."
O caso de Carlos parece não ser único: "Há uns dias apareceu um turista espanhol, que também se encontrava numa cadeira de rodas, e não o pudemos levar para o outro lado", acrescenta Jacinto.
Confrontado com a situação, Brandão Pires, director da Delegação Sul do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM), admite ter conhecimento do problema e garante que está a ser resolvido. "Na próxima época balnear estará tudo tratado, vamos remodelar vários cais na região, colocando passadiços em madeira e rampas em vez de escadas", explica.
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