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domingo, 30 de agosto de 2009

'' GUIA TURISMO ACESSÍVEL ''


Todos os que de alguma forma, gostam de passear e tem meios para isso, seria bom que realmente houvesse um guia para tal, para que possamos fazer consultas e ver que no Portugal profundo ainda tem lugares com meios acessíveis aos que de uma forma ou outra, estão privados disso, os nomeadamente paraplégicos, tetraplégicos ou similares.

Passado quase um ano, quando saiu um guia Turístico Acessível para turistas com deficiência reduzida, sobretudo motora, para descobrir o Alentejo e Estremadura espanhola, sou obrigado a transcrever aqui algo em sintonia com o mesmo 'Guia'.

Se, que realmente existe, não tenho duvidas sobre isso, de que proveito teve os que precisaram desses serviços, porque nas minhas buscas passadas este tempo todo, não vejo comentários sobre eventos relacionados com o mesmo 'Guia', ou se porventura os de mobilidade reduzida tiveram acessos a esse turismo, ou se por outro lado, os 270 mil euros gastos no estudo e na projecção desses recursos não tenham sido mais uns valores que ficaram em 'saco roto'.
Posso estar errado, mas se o estou, peço as minhas sinceras desculpas da minha santa ignorância.
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Confiram pelos link's se teve efeitos dignos de contagem:

8 comentários:

  1. caro MGHorta, palavras para quê??? Não sabe que em Portugal NÃO HA DEFICIENTES......???
    Pois é.........nós andamos todos enganados. Eu trabalhei 4 anos com deficientes com paralisia cerebral. Vi-me e desejei-me para andar com eles nas ruas. Transportes publicos??? Só taxis e de ma cara!!!!!!!!!
    Portugal ignora os deficientes. Não lhes dá condições para terem condignas e trata-os como cidadãos de terceira classe com direito a impostos de primeira classe claro.
    Uma cadeira de rodas electrica em Portugal custa mais do que um carro em 2 mão aqui em Inglaterra. A minha custou-me mil e poucas libras, a do meu marido custou 700 £.
    Aí em Portugal custariam 5 vezes mais.......porque são artigos de luxo claro esta!!!.
    Enquanto os governantes nao mudarem a sua politica social em relação aos deficientes.........continuará tudo na mesma
    e nao é com esses vigarista que la estão que algo vai mudar.
    Força para si
    um abraço
    Zica

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  2. Sim, muito triste sabermos essas coisas, é que realmente em Portugal não existe deficientes, existe sim, abortos.
    Vou contar o que me suou aos ouvidos por um condutor de ambulâncias, sobre um colega que vai buscar outros.
    Um dia ele disse para ele; 'Bom, tenho que ir buscar o Martinho'.
    O colega também motorista, diz; 'o quê, vais buscar o aborto do paraplégico?'
    Ora por aqui, vimos logo como somos tratados, mas não é o meu caso, felizmente, mas sei de muitos casos que são assim tratados, discriminados e esquecidos, e isso é uma verdade aqui em Portugal, ou seja, penso que em todos os países latinos isso acontece.
    Somos deficientes, mas a pagar somos iguais ou superiores aos ditos normais, caso do IRS que foi afectado com as reformas deste govermos 'pinóquio'.
    Em questão a ajudas técnicas, em Portugal é uma barbaridade, são artigos de luxo e muitos deles nem sequer são comparticipados, somos nós a pagar a crise, vergonha a nossa Saúde.
    Mas acredito que com estes governantes nada vai mudar, mas os que para lá forem, senão tiverem quem lhes bata o pé, porque uma maioria é mau para um democracia, vamos ficar na mesma, até lá, vamos aguardar.
    Obrigado pelo comentário, volte sempre.
    Saude para si e para os seus.

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  3. Há uma grande contradicção entre o facto de sermos um povo de brandos costumes e a maneira hostil, irónica e diria mesmo , estúpida, como encaramos e lidamos com o "outro" que é portador de necessidades especiais. Não gosto do termo "deficiente".
    Sobre o tal comentário do conductor de ambulãncia, que mencionou na resposta á Zica Cabral, digo-lhe, em linguagem pouco académica, que o "gajo" merecia duas "lapadas" na cara para ganhar juizo.
    Portugal já tem muita legislação sobre as acessibilidades para pessoas portadoras de necessidades especiais.O que os governos não conseguem é mudar a cabeça de cada português.
    Por outro lado acho que deveria de haver da parte dos interessados uma maior atitude reivindicativa.Façam uma manifestação em cadeira de rodas, chamem os meios de comunicação social, "sacudam" a sociedade...porque vocês têm algumas necessidades diferentes das minhas mas não são deficientes...

    Esta é a minha opinião e foi também uma maneira de "picar" a antropóloga Zica Cabral, porque ela nem sempre concorda comigo...

    Um abraço

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  4. O facto de sermos brandos, nasceu com a nossa cultura de hábitos cómodos, porque se algo aumenta, o tabaco, gasolina ou outro qualquer género, se fechamos em 'copas' e deixa andar, nada fazemos para mudar o curso das coisas, tal como esta aberração de uma revolução de cravos que nada fez senão nos levar para um tunel sem luz e sem retorno.
    Mas mesmo ao olharmos para 'outro', aquele que é vitima de mobilidade reduzida, que eu teimo em chamar deficiente motor, sempre temos a tendência na generalidade de virar a cara ao lado, possivelmente antes tbm o tivesse feito, embora isso não creio, dado que fui criado com métodos impostos no respeito ao próximo e além de tudo, ter convivido por certo tempo com um amigo que estava numa cadeira de rodas vitima de uma brincadeira de tenra idade, seu tio ao o atirar ao ar, deixou-o cair no chão empedrado, daí tetra para o resto da vida, Albertino da Chancelaria.
    Mas como disse atrás, o meu caso é diferente, tenho mobilidade suficiente para fazer quase tudo, caso de muitos outros que infelizmente não podem, mas o tipo que deu a infeliz boca, não vai ficar sem resposta, porque no dia que ele me calhar, vai ouvir das boas, porque não guardo para amanha não chegar aos ouvidos de 'outro' amigo que esteja numa cadeira de rodas, porque isto de ser maqueiro e condutor de ambulâncias tem muito, desde a parte humana à parte de responsabilidade, e quando não são dados a isso, melhor irem para o quintal cavar couves....
    Se Portugal tem muitas leis sobre as acessibilidades para pessoas reduzidas e especiais, não vejo na prática isso, e basta olhar ao nosso redor para dar com diferenças abismais.
    Como pode os governos fazer algo em mudar, se quando os próprios lugares de estado e repartições de interesse comum a todos não respeitam a legislação imposta pelos mesmos?
    Todos os dias somos confrontados com situações dessas, basta ir a uma caixa de ATM, basta ir à delegação de saúde em Leiria, basta tentar subir ao banco da esquina, basta querer almoçar com algum amigo em lugar distinto, todos os dias estamos vedados a mordomias que podiam num 'clique' estar ao nosso alcance...
    A comunicação social, nomeadamente as televisões, só querem assuntos que aumente as audições, tais como novelas.
    Manifestações em cadeira de rodas ou outras, é impensável, porque infelizmente a nossa classe, os de mobilidade reduzida se fechamos num 'casul' como se fossemos bichos, e cada um puxa o rabo à sua sardinha, é triste mas é a verdade, nem sequer se fazem almoços ou concentrações para debater assuntos, porque os 'abortos' dão muito trabalho, falo assim por justa causa, já tentei fazer algo, e sou sempre vedado.
    Amigo 'Arroteia', gostei de seu comentário, foi bom excelente e elucidativo, pena que as nossas vozes não cheguem ao lumiar de um céu que nos proteja (figurativo).
    Fico grato a si e à Zica por ter tão ilustres neste humilde espaço.

    Voltem sempre.

    Abraço amigo.:o)

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  5. MGHorta,esta conversa com o Zé Arroteia ja vem de ha muito muito tempo. Lembro-me bem de a termos. Manifesações de portadores de deficiencias fisicas que sejam obrigados a estar e deslocar-se nma cadeiras de rodas??? Ó Zezito como ja te disse antes é quase impossivel. Primeiro porque nem todos têm mobilidade suficiente para o poderem fazer por si sós. Isso significa terem que pedir ajuda a outras pessoas.............que estão ocupadas ......que têm trabalham e, nem sempre estão disponiveis para isso.
    Zezito querido.......se algum dia trabalhares com deficientes fisicos e não só ,vais compreender a dificulade que eles têm em fazer-se ouvir.
    Quanto a esse conductor de ambulancias......demonstra bem a falta de respeito com que encara as pessoas diferentes do padrão "normal" de "perfeição" que é requerida. Esse homem...............terá a mesma atitude em relação a pessoas de etnias diferentes ou de paises diferentes............o etnocentrimo e o racismo no ngrassam no nosso país. A completa deseducação que é feita nas escolas, desde a primaria, o apelo à belza e perfeição exterior a cultura do artificialismo, imposta através de programas de televisão, os modelos culturais que imperam, tudo contribui para uma falta de sensibilidade total em relação às pessoas com necessidades especiais (como diz o Ze e com razão).
    So que esquecem-se de um pequeno pormenor:
    Todos nos estamos sujeitos a, de um momento para o outro nos virmos confinados a uma cadeira de rodas. Eu ja estive nessa situação durante quase 4 anos. Recuperei.......estou bem e agradeço a Deus todos os dias por poder andar. Com dores mas ando. Ajudo outras pessoas que estão em total dependencia. Trabalho e sou util aos outros.
    As pessoas têm medo da deficiencia. Têm medo do que não conhecem
    Ja me estiquei...........peço desculpa por esta resposta ser tão longa
    um abraço para si.
    da Zica

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  6. Olá Zica, fico lisonjeado por ter aqui uma dupla de peso, e que vossa entabulação de acordo e desacordo vem de longa data, é como as amizades boas, duradouras.

    Na verdade, nós os portadores de mobilidade reduzida, embora insista no termo de deficiente motor, em se manifestarmos em lugares, talvez na assembleia da republica, e porque não nos serviços Nacionais de Saude ou em lugares de importância, será sempre impensável, porque nem todos o podem fazer, nem todos podem estar mais que duas horas em protesto, isto dado às nossas limitações, e também não teriamos quem nos acompanhesse nessa luta, falo em auxiliares ou enfermeiros, porque todos querem é o seu sossego do que andar com os chamados 'abortos' atrás.

    Eu falo por mim, porque já tentei fazer algo junto da câmara de Leiria, e não sou ouvido, nem sequer recebido por pessoas que eu pensava que ainda tinham certo respeito ou atenção para comigo... mas isso é outra coisa.

    Na verdade, só quem já trabalhou ou privou com pessoas de mobilidade reduzida, os chamados 'abortos', é que dão valor ao que custa por vezes tentar ajudar e não ser capaz, umas vezes por não terem largas do seu afecto, outras vezes por regras dos estabelecimentos onde estamos confinados, mas aqui resalvo, nem tudo é assim tão radical.

    Em relação ao condutor de ambulância, posso referir que ainda não me calhou na rifa, mas quando acontecer, vai ouvir.

    Mas isto de ser auxiliar, ou qualquer outro desempenho que se faça em redor dos de mobilidade reduzida, não é para todos, tem que ter sentido humano e principios que já nascem desde pequenino, porque é desde pequenino se torce o pepino.
    E muitos estão nestes serviços, porque muitas das vezes são voluntários e não capacidade para outros lugares cimeiros, falo assim, porque sei que muitos já reformados de outras profissões, tais como da GNR e da PSP, e outros são inscritos no Instituto do Emprego e para ali vão matar tempo, habilitações para isso é zero.

    A televisão, a imprensa escrita e outros meios de comunicação, não perdem tempo com treta para os deficientes, estes não lhes dão 'share', os seja 'antena', eles se preocupam mais com novelas e vida cor de rosa, do que propriamente com assuntos que possam ter interesse para nós, lá de vez aquando, aparece um programa ou noticias na imprensa, mas isso aparece quando alguém está a comer do bolo...

    Agora quero desejar saude e boa recuperação, vejo que teve a felicidade de novo andar, embora com dores, mas você anda, é por isso que digo, FELICIDADE E SAUDE PARA VOCÊ.

    Meu lema foi sempre, 'ser util aos outros', e hoje ainda o faço, com prejuizo por vezes para mim.

    A sua resposta não foi longa, antes, foi medida certa num espaço certo, humilde mas atento aos que me prezam com vossa visita.

    Um abraço e volte sempre.

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  7. Martinho, permite-me uma sugestão? Faça-se ouvir junto do tal condutor, mas ... com nível! :) Faça prevalecer a sua superioridade intelectual, seja ostensivamente sarcástico, fazendo-o enrubescer, não lhe dando oportunidade de defesa. Não o questione, confronte-o com a 'delicadeza' das palavras que teria proferido sem lhe dar hipótese de resposta. Sabe, diz-me a experiência de 25 anos que a forma como nos posicionamos em relação aos outros determina a forma como somos tratados. Seja ... melhor que o dito cujo! :)

    Paula Campos

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  8. Por vezes mais vale estarmos calados do que dar pérolas, porque tem pessoas com grau de inteligência que não enxergam um bico dum lápis, e falar com eles é o mesmo que bater com a cabeça em parede dura.
    Na oportunidade que tenha, à pois essa pessoa vai mesmo se ter que haver comigo, na altura certa e no momento oportuno, porque na realidade depois destes tempo e do internamento, deixei de fazer fisioterapia, mas quando começara e se me calhar, possivelmente terá que as ouvir.
    Não sou de baixar os braços, mas por vezes sou mole em demasia, o que me tem prejudicado, reconheço-o.

    Obrigado Paula por seu comentário, volte sempre.

    Bj

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