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sexta-feira, 10 de junho de 2011

LICENCIADA EM PSICOLOGIA SOCIAL


“Fico barrada no metropolitano”

Com dez anos Madalena Brandão, de Lisboa, apercebeu-se de que ia deixar de andar. Quatro anos mais tarde ficou presa numa cadeira de rodas. "Foi um alívio, é mais fácil do que andar de muletas pois tenho uma maior liberdade de movimentos", explicou ao CM a jovem de 27 anos licenciada em Psicologia Social. A jovem sofre de Polineuropatia, um distúrbio neurológico que se traduz por uma disfunção simultânea de vários nervos periféricos.






Duas vezes por semana, Madalena faz voluntariado na Associação dos Deficientes das Forças Armadas e, embora não seja uma pessoa ambiciosa, os projectos são imensos: "Quero arranjar um emprego na área social e comunitária".

Sofre, porém, com a falta de sensibilidade das pessoas que ocupam os lugares reservados a deficientes e a ausência de infra-estruturas acessíveis nas instalações do Metro de Lisboa, onde os elevadores estão sempre desligados ou avariados. "Evito andar de metro porque sei que vou ficar barrada à espera de que a minha mãe vá chamar uma funcionária para ligar o elevador, o mais irónico é que depois volta a desligá-lo", diz.

NOVOS CONTACTOS

Confrontado pelo ‘CM’, a empresa Metro de Lisboa diz que não é possível ligar e desligar os elevadores com a facilidade descrita pela utente. "Seria bom e muito útil", sublinha a transportadora. A empresa está a implementar novos contratos de manutenção.

Gabinete de comunicação, Metro de Lisboa

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