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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Aventura e adrenalina na Cidade de Leiria.



Novos e velhos, ricos e pobres, homens ou mulheres, descalços ou de salto alto, cadeira de rodas ou andarilho, bem como de canadianas ou moleta, até mesmo de bengala, nacionais ou estrangeiros, se quiserem viver aventura e sentir adrenalina solta nos seus poros da pele seca ou molhada, atrevam-se a fazer percurso a pé pela cidade de Leiria desde qualquer lugar para outro nesta cidade que se prima por ser acolhedora e hospitaleira que até bem à pouco teve o dia da cidade, a Feira de Leiria, um evento importante como os trajectos do Crime do Padre Amaro, até mesmo o mercado medieval, ranchos e folclore, tem de tudo bom somente o que começo por descrever é que não devia mesmo acontecer.

Saí de casa como acontece regularmente e muitas das vezes vou à cidade pelos passeios na minha cadeira de rodas, até aqui tudo é normal senão tivesse acontecimentos bruscos como carros no passeio, ter que sair da minha rota por vezes porque alguns condutores menos atentos estacionam selvaticamente nos lugares dos transeuntes.



Mas mais importante é fazer os trajectos sem bater com uma roda no buraco de calçada que teima haver por todo o lado, é uma vergonha termos que desviar dos passeios por esse motivo, qualquer pessoa normal o faz quanto mais um cidadão de mobilidade reduzida.



A rua direita que disso não tem nada (Rua Barão Viamonte), mais torta e sinuosa que um rio procurando seu jeito de correr, que até os próprios cidadãos de veiculo motorizado se desviam dos buracos que a calçada teima em faltar nalguns lugares, quanto mais eu ou outros cidadãos de mobilidades reduzida.



Passando por vários passeios e largos, temos de facto uma boa qualidade de passagem, noutros é de facto uma aventura não cair ou ter uma entorse num pé.

Outro lugar que é um autentico calvário para os de cadeira de rodas é a zona da Nova Leiria, passeios altos e passagens para nós é mentira.

Na rotunda frente aos Jardins do Lis para os que querem ir para o lado do Grémio, aí terá que circundar toda a Rotunda, ou então ir pelo caminho mais direito que é o alcatrão no piso dedicado ao transito motorizado.



p.s
Como é que uma cadeira de rodas passa esta passadeira frente ao Barclays nos Jardins do Liz?




No outro lado para se ir para o Grémio, só mesmo para normais e mesmo assim!



Poste de iluminação no meio do passeio frente ao Santander Totta na Nova Leiria. Quando não são buracos, são estes obstáculos que nos fazem descer ao asfalto e correr o risco de sermos abalroados por um veículo.



Sabemos que a cidade está em evolução, mas senhores reparadores de linhas ou outras redes, quando levantarem as tampas para passar fios, por favor, reparem as mesmas para que não caiem nelas, ou então retirem as barreiras e não se esqueçam delas por tento indeterminado.

Fui a semana passada à Nerlei, como o fiz hoje de novo, eis que se o trajecto já é uma aventura para pedestres quanto mais para um cidadão de cadeira de rodas, mas isso não é importante para outros, olhem só o que me deparei por ambas as vezes que lá me desloquei, a rampa que devia dar acesso ao parque estava devidamente bloqueada pela mesma viatura, será que alguém se esqueceu lá dela?



Esta foto tem 8 dias.



Esta tirada ontem.


Mas aqui uma ligeira ressalva, é que de facto as rampas ao longo do parque do Estádio Magalhães Pessoa são para veículos e não para os de mobilidades reduzida, dado que não estão devidamente assinalados.

Mas também devo elogiar um aspecto que já devia o ter feito como cidadão da cidade de Leiria, uma obra que está bem feita junto aos acessos ao Centro Comercial do Maringá, estacionamento para ambulâncias e dois lugares para deficientes, estes com a largura e bem assinalados no asfalto, mesmo ali na Rua Mouzinho de Albuquerque.





O mesmo já não digo do passeio que segue até à rotunda do Estádio que além das árvores e raízes bem como calçada solta na mesma, só mesmo para quem precisa de aventura e adrenalina para alimentar o stress. 




p.s.
Peço desculpas de as matriculas estarem a descoberto, se incomodar alguém, que se acuse.




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