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domingo, 29 de maio de 2011

REABILITAÇÃO EM CUBA



Afonso, a criança de oito anos que sofre de uma doença rara (nasceu com os cromossomas 13 e 14 juntos) e que não fala nem anda, parte hoje para Cuba, país onde vai reiniciar as sessões de fisioterapia intensiva.



Carlos Fernandes, pai de Afonso, afirmou ao CM que os tratamentos em Cuba têm "feito bastante bem" ao menino, pois as sessões "duram várias horas". Em Portugal, a fisioterapia "só dura meia hora, o que é pouco".

Os custos da viagem e da estadia ascendem a cerca de 10 mil euros por mês, uma verba "suportada com a solidariedade de cidadãos e de autarcas do Cacém", onde a família reside.

Carlos Fernandes acrescentou que no dia 19 de Junho realiza-se um espectáculo no Centro Paroquial de Rio de Mouro para angariar verbas para ajudar a suportar os custos da deslocação a Cuba. "O Estado não ajuda nas despesas", lamentou o pai.



afonso-faz-fisioterapia-em-cuba

sexta-feira, 20 de maio de 2011

CURA PARA O CANCRO

Cientistas descobrem cura para cancro



Investigadores canadianos encontraram uma cura simples para o cancro, mas as grandes empresas farmacêuticas não estão interessadas na descoberta.


Cientistas da Universidade de Alberta, em Edmonton, no Canadá, afirmam ter curado o cancro na passada semana, mas tal não teve grande impacto nos media.

A técnica é simples e requer medicamentos básicos. O método inclui “dichloroacetate”, frequentemente utilizado para tratar desordens do metabolismo, logo não há razão para se preocupar com efeitos a longo prazo.

Este medicamento não requer uma patente, por isso qualquer pessoa pode tomá-lo de forma barata, comparando com o elevado custo de medicamentos para a doença cancerosa produzidos pelas grandes empresas farmacêuticas.

Os investigadores em questão testaram “dichloroacetate” (DCA) em células humanas e este componente químico exterminou as células cancerígenas dos pulmões, da mama e do cérebro, deixando intactas as células sadias.

A experiência também foi feita em ratos com tumores graves: as células encolheram quando lhes foi dada água com DCA.

Este componente está largamente disponível, a técnica é fácil de usar e não necessita de patente, daí que a ausência de interesse das farmacêuticas, pois não daria lucro, segundo o site HubPages.com.

No entanto, o artigo refere que laboratórios independentes estão dispostos a dar início à produção do medicamento e a fazer mais pesquisa para confirmar a sua potencialidade, em colaboração com universidades.





cientistas-descobrem-cura-para-cancro
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segunda-feira, 16 de maio de 2011

OTTO BOCK SUPERFOUR (CADEIRA DE RODAS TODO-TERRENO)

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Todas as rodas de estrada e fora do terreno.
O SuperFour ® é o produto final de alta entre os Otto Bock Mobility Solutions. Todos direcção-roda e a suspensão independente contribuir para a capacidade de manobra e enorme capacidade off-road do veículo ao ar livre. Como ele pode lidar com inclinações de até 40 por cento, os usuários com mobilidade reduzida são mais uma vez capaz de chegar a destinos que seriam inatingíveis com uma cadeira de rodas eléctrica convencional. Um sistema automático de inclinação do assento melhora a segurança ao dirigir em declive. Uma carteira de motorista não é necessário para o SuperFour ®, que atinge velocidades de até 15 km / h.






Otto Bock Superfour (Cadeiras de rodas Sports) - Techguide EUA

domingo, 15 de maio de 2011

CRISE ? QUAL CRISE ?


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Podem bem viajar e passear por esse mundo fora, a crédito ou a pronto, mas que as vacinas são caras isso é uma verdade, mas não a levarem por serem caras é outra coisa.

PORTUGUESES VIAJAM SEM VACINAS OBRIGATÓRIAS





Desde que aumentou o preço das vacinas, no início do ano, o número de portugueses que vão à consulta do viajante diminuiu. Esta consulta é aconselhável para quem viaja para países onde existem doenças endémicas, como a febre-amarela, febre tifóide ou encefalite japonesa.




Na consulta do viajante do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, o número de utentes caiu nos últimos meses, em comparação com 2010: em Março do ano passado, foram atendidos 79 viajantes; em Março deste ano, foram 59. O número de doses de vacinas administradas no mesmo período também diminuiu consideravelmente: 172 em Março de 2010, enquanto no mesmo mês deste ano foram 115 as doses administradas.

Verónica Almeida, 31 anos, enfermeira daquele serviço, afirma ao CM que "há utentes que recusam ser vacinados porque dizem que é muito caro. As pessoas que viajam em trabalho e não em lazer não compreendem porque têm de pagar tanto pelas vacinas e por que motivo esse custo não é suportado pelas empresas". A enfermeira sublinha que as "pessoas escolhem as vacinas e optam pelas que são, de facto, indispensáveis".

O sentimento de revolta face ao custo das vacinas é comum aos viajantes. "Muitas pessoas protestam e algumas deixam as queixas no Livro de Reclamações, porque dizem que sai muito cara a vacinação. Muitas reclamações são de famílias: por exemplo, um casal e dois filhos pagam mais de 400 euros", afirma Verónica Almeida.

Leia mais: saude/portugueses-viajam-sem-as-vacinas-obrigatorias

quarta-feira, 11 de maio de 2011

GUITARRA EM HOMENAGEM À ESPOSA

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Estas fotos não datadas são uma herdade em La Pampa, seu formato de forma a ilustrar uma guitarra, foi a forma de um fazendeiro de nome Pedro Martin Ureta homenagear a esposa falecida.
Foram plantados cerca de 7.000 eucaliptos para chegar à forma aérea que dá uma ilustração perfeita dos céus.

sábado, 9 de maio de 2009

CÃO EMPURRA CADEIRA DE RODAS


O cão Guai Guai, da raça 'dachshund', virou uma estrela na China graças a sua capacidade de empurrar a cadeira de rodas de sua dona. Com dois anos de idade, o cão movimenta a cadeira com as patas traseiras de forma tão veloz que parece que ela é motorizada.
Desde que era um filhote, Guai Guai ajudava a empurrar cadeira de rodas do pai de sua dona. A tradição se mantém até hoje, pois basta vê-lo sentar que o cachorro vai para baixo da cadeira e começa a empurrar o pai.
Aos poucos, o cão aprendeu a empurrar cadeira de rodas sozinho, apoiando as patas dianteiras na cadeira e andando com as traseiras.
"Ele se acostumou com o esporte, e se ele não empurrar a cadeira pelo menos uma vez no dia, ele corre pela casa", informou a dona ao site Ananova.
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quinta-feira, 19 de junho de 2008

Chegar mais longe.




TRIBUTO A UM HOMEM SENTADO

Dia 7 de Janeiro de 1982, quinta feira, Carlos Frazão vai almoçar a casa, em Curvachia, (Cortes) lugar perto da cidade de Leiria. Vai em correria como sempre o fazia, todos os dias voava na euforia da juventude, 18 anos e arrogante imortalidade dos mesmos anos, como que se nada o detivesse. O rosnar do motor da sua moto, o vento sopra os cabelos, o frio endurece as mãos como que enrijando o semblante da cara e seus músculos, mas mesmo assim não abranda a marcha em direcção ao almoço.

Piso húmido e escorregadio, Carlos sente a moto a escorregar, desobedece ao condutor e não faz a devida curva, o corpo tomba e embate num veículo automóvel, os pensamentos correm de atropelo e pensa: "Aguenta-te Carlos, é preciso saber cair"...

Os ossos de repente viram papel, as pernas embrulhadas no corpo franzino, um puzzle de membros soltos, corpo jogado no chão como uma marioneta humana.
Carlos sabe logo, não tudo talvez, ou se calhar nem queria saber, mas o peso morto das pernas e a imobilidade persistente, leva-o a pensar o pior.

Na ambulância tentam o animar, chamam-no pelo nome e dizem:
"Então Carlos, isso é que foi, hem ?"Mas as pernas, aquela desobediência das mesmas preocupava-o demasiado para se deter em conversas.
" Não... não me digam que fico aleijado !!!"
Os bombeiros fugiam ao assunto: "Quais quê, aleijado !" 
Os mesmo olhavam de soslaio e continuavam:
"Não vamos pensar o pior, Carlos, foi somente uma queda e tanto"...

Do Hospital de Leiria, transferiram-no para Coimbra, esteve em coma três dias, quando acordou, tem a notícia que seu corpo era uma espécie de puzzle por completar, fractura da coluna, costelas partidas, perna direita com fractura exposta, perna esquerda partida, clavícula quebrada.

Assim que acordou, numa obstinação de quem tem 18 anos e uma vida pela frente, fez força para mover os dedos, primeiro os dos pés, de seguida as pernas, nada... absolutamente nada.

Olha em sua volta, procura os médicos e olhar nos olhos deles, nos enfermeiros, mas foi no olhar inchado de choro de sua mãe que encontrou a resposta, estava paraplégico.

Mas a impossibilidade da daquela curva, coração destemperado, as mãos quentes e suadas, tudo isso Carlos sente que tinha acabado de o fazer, diz que não teve nem um momento de desespero, cala-se, recua, corrige, sim tive...

Mas foi breve, porque o silêncio invadiu o quarto e todos os que nele estavam de redor de seu leito enfermo.
Os médicos dizem que ainda pode ter uma recuperação, falavam-lhe em percentagens, mas Carlos sem ter passado do 5º ano de escolaridade, sabe que 90% de hipóteses de voltar a andar, eram muito remotas, mas nunca devia de baixar os braços.
As horas, os dias, os meses que se seguiram eram vagarosos, no entanto sem pressa seguiu uma cruzada para recuperação do puzzle que era seu corpo e seu futuro.

Treze meses em Coimbra e depois em Alcoitão, nome que faz arrepiar quem por lá passou, mesmo só de visita.
Com apenas 18 anos, a vida de Carlos Frazão virou-se do avesso.
Em Alcoitão arrastou as pernas mortas com a força dos braços em barras de ferro, forçou o corpo massacrado de sonolência para obrigar a reagir, tornou a forçar, lutou contra ossos e contra músculos até aprender a descobrir melhoras, até sentir a sua autonomia, até nos 9 meses que passaram conseguir novas conquistas e metas.
Fez ginástica, nadou, jogou basquetebol, acostumou-se a ser livre, mesmo que isso o obrigasse a aprender andar de cadeira de rodas, acostumou-se a olhar para o mundo de baixo para cima, sem que isso lhe causasse algum dano, coisa que viu a acontecer a outros companheiros de infortúnio.
"Nunca senti que era um tipo numa cadeira de rodas, sabe ? O que não tem remédio... remediado está", "e eu percebi que, a partir do acidente, ia passar a andar sentado, sempre sentado, e pronto, foi isso que pensei e é isso que penso. Sou um homem igual aos outros, só que sentado"...

O momento de regresso a casa, foi duro, a cadeira a atolar-se na lama da entrada, os degraus impossíveis junto à porta, a miserável ausência de uma casa de banho. 
O pai, "que Deus o tenha em descanso", sempre a fazê-lo sentir a culpa de não ter tido juízo, de ser demasiado alegre, demasiado irresponsável, o pai que sempre vivera com austeridade, casa-trabalho...trabalho-casa, a suspirar com o estado do filho, impacientar-se com a cadeira de rodas, com os degraus, com a lama. Carlos, filho de gente humilde, passara 22 meses em "hotéis de luxo" "Hospitais", entre outros iguais, agora sentia-se diferente, só e carente.

Por ser tão gritante e tão obscena a junção entre a miséria e a deficiência, teve quem se juntasse para ajudar, gentes da freguesia, amigos, segurança social, anónimos, todos deram uma mãozinha, e a casa que diferenciava Carlos tornou-se sua outra vez, uma entrada de pedra, sem lama, uma rampa para a porta, uma casa de banho feita de raiz para quem, como Frazão, é um homem sentado.
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Carlos podia ter ficado a lamentar-se, comovido com a ajuda de solidários, podia ter-se acostumado à mão estendida, pronta só para receber, sem fazer mais do que exibir o óbvio, duas pernas sem préstimo e uma cadeira de rodas.

Mas não, nunca, apaixonado pela mecânica, recomeça devagarinho em casa primeiro, arranjar motores de rega e betoneiras, a inventar engenhocas que davam certo. Um colega desafia-o para sair da toca: " anda, vem trabalhar comigo".
Doido pela vida, doido para ser livre, como que a vida o estivesse a chamar, foi.

Preparou carros para ralis, jipes para todo-o - terreno, "depois, pensei ir mais longe, comecei a trabalhar por minha conta na oficina de um primo".

Decorria o ano de 1988, Carlos levantava-se de manhã cedo, arranjava-se e ia para o trabalho, tornou-se bom naquilo que fazia, especializou-se em adaptar carros para deficientes, e só pecava por não cobrar às vezes como o devia fazer. Trabalhava com amor à camisola, de manhã à noite, tirou cursos de formação, leu e releu livros especializados, sempre na ânsia de como diz: "chegar mais longe".
No entretanto, os amores, endireita-se na cadeira para confessar que nunca lhe faltaram, sorri e desvia o olhar, no embaraço da sua vaidade, mas reafirma que sim, sempre teve " muito convívio com muitas mulheres", e que a cadeira nunca foi um entrave, quais quê, sempre foi igual, só que um homem sentado.

De seguida, mais sério, explica: "apesar de ser paraplégico, não tenho lesão medular, tenho uma pressão medular, o que significa que controlo os esfincteres e não tenho qualquer problema de impotência, o que ajuda, claro !!! Mas ainda que tivesse, acho que tem sempre maneiras de dar volta ao assunto, não é ? Basta ter imaginação... e vontade de viver".
Foi com a vontade de viver que nunca perdeu, nem mesmo com 18 anos que sua vida virou do avesso, que carlos conheceu Isabel. No dia 14 Outubro de 1997, no casamento da irmã, perguntou-lhe: "vamos beber um copo os dois quando isto acabar".
Ela disse que sim, mas não nega que pensou: "xou !! O que é que este coxo quer ir fazer mais eu ?"
A desconfiança pairou perante a graça de Carlos: "rendi-me ao atrevimento dele, à forma natural de estar como qualquer outro homem", renderam-se um ao outro.

Compraram um apartamento primeiro, depois uma moradia, vivem juntos com um filho dela, mas como se fosse dele.
A casa não parece a mesma, Carlos acrescentou um piso térreo onde tem a oficina.

Carlos Frazão é um dos instaladores de carros para deficientes no país certificados pela Lusotécnica. Tirou um curso em Faro e outro em Badajoz, e não tenciona falhar nenhum, desde que surgem e diz: "chegar mais longe".
Mas como diz, a vida não é só trabalho, também se dedica aos desportos motorizados, ralis, karts, todo-o-terreno e moto-4.
No verão de 2005, o infernal incêndio que devastou boa parte do centro do país, e Leiria não fugiu aos mesmos, andou a lamber a casa, os vizinhos. 
Carlos desdobrou-se, reinventou-se, não descansou, andou dias numa roda-viva a transportar leite, água e comida para os bombeiros na sua moto-4, ajudou os populares e vizinhos.
Numa dessas viagens, parou para conversar com um grupo de aflitos quando viu um garoto correr a uma direcção sem saída e demasiado próximo da frente do fogo, teme o pior, acelera a sua moto-4 em direcção à rua, e depara-se com a criança já deitada no chão, semi-inconsciente, rodeada de labaredas do tamanho de prédios. 
Agarra a criança, puxa para cima de sua moto-4 e arrancou para longe do fogo, sem dar por ela, outro rapazola salta para cima da mesma montada, foi a única maneira de fugir para a vida.
Carlos Frazão tornou-se o herói da terra ao salvar das chamas duas crianças, para muitos ele já era um herói vivo, por ser ele um vencedor, salvou-se a si próprio e de nunca ter desistido, embora seja UM HOMEM SENTADO.







"CITAÇÃO DE:
SÓNIA MORAIS SANTOS NAS SELECÇÕES READER´S DIGEST DE MAIO2007"http://alfredocr.blogs.sapo.pt/28432.html
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