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sábado, 4 de junho de 2011

AR CONDICIONADO


Você liga o ar do carro com ele quente do sol? Leia isso... URGENTE

ALERTA



ATENÇÃO para quem tem CARRO com AR-CONDICIONADO.

Não ligue o ar condicionado logo que entrar no carro.

Por favor, abra as janelas assim que entrar no carro, e não ligue logo o ar condicionado. De acordo com pesquisas, o painel de instrumentos, assentos e tubagens de refrigeração emitem 'benzeno', uma toxina causadora de câncer.. (Note o cheiro de plástico quente dentro do carro). Além disso, envenena os ossos, causa anemia e reduz os glóbulos brancos.

O nível interior aceitável de benzeno é de 0,05 gr por cm2.

No interior de um carro estacionado com as janelas fechadas contém de 0,37 a 0,74 mg de benzeno. Se estiver estacionado sob o sol, a uma temperatura superior a 16ºC, o nível de benzeno sobe p/ 1,84-3,68 mg

(40 vezes superior ao nível aceitável) e as pessoas aspiram uma quantidade enorme de toxinas.
Recomenda-se abrir as janelas e portas para que o ar quente possa sair, antes de ligar o ar condicionado. O benzeno é uma toxina que tb afecta os rins e fígado. É uma substância tóxica muito difícil de ser expelida pelo organismo.

"Quando alguém recebe uma informação valiosa e se beneficia dela, tem obrigação moral de partilhar com todos".










sábado, 28 de maio de 2011

COOPERATIVA DAR A SORRIR

Mãe de Rodrigo faz sorrir Diogo

Conseguiu que o filho Rodrigo, que nasceu sem a mão direita, tivesse uma mão mioeléctrica e agora está dedicada a ajudar outros meninos. Ontem foi a vez de Diogo, de dois anos, natural de Caminha, testar pela primeira vez a prótese. A Cooperativa Dar a Sorrir, criada por Sandra Hipólito, já ajudou sete pessoas e prepara-se para fazer sorrir outras 20.





O caso de Diogo é semelhante ao de Rodrigo, o menino de Fão, Esposende, que nasceu sem a mão direita e que recebeu uma mão mioeléctrica aos dois anos, depois de os pais terem lançado uma campanha de recolha de tampinhas. "Também foi uma possível amputação quando eu estava grávida. As causas não sabemos", contou a mãe de Diogo, Elisabete Farinhoto.

Depois de ver a reportagem sobre a história de Rodrigo, Elisabete entrou em contacto com a mãe daquele. Diogo nunca tinha usado qualquer prótese nem permitia que lhe mexessem no braço direito. "Os médicos só pediam a prótese estética, passiva, se ele tivesse desequilíbrio na coluna", explicou Elisabete Farinhoto.

A Cooperativa Dar a Sorrir responsabilizou-se pelo caso e financiou a prótese, feita também na clínica Padrão Ortopédico, em Matosinhos. "Estou muito feliz e ele aceitou a mão", concluiu, satisfeita.

terça-feira, 24 de maio de 2011

LEUCEMIA - MENINA DE CHAVES PERDEU A LUTA


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Menina de Chaves perdeu a luta contra a leucemia

"Só quero recordar a alegria e o sorriso da Iara", foram as palavras sofridas de Sandrina Paquete sobre a morte da filha. Iara, de seis anos, perdeu a guerra contra a leucemia, que a atacou há cerca de um ano, e morreu ontem no Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, onde estava internada.




"Estava muito serena nas últimas horas", disse Nelson Paquete, pai da menina, que na noite de domingo sentiu que a filha estava prestes a partir.

Desde que a doença foi diagnosticada, a pequena Iara venceu várias batalhas. Sobreviveu a um arriscado transplante com células do cordão umbilical em Setembro de 2010. Passou o Natal em casa, em Vilela do Tâmega, Chaves, mas três meses depois foi atacada pelo vírus CMV (Citomegalovírus). Iara e os pais enfrentaram outra batalha quando o medicamento Foscarnet, utilizado no tratamento do CMV, esgotou. A criança lutou contra a morte durante três semanas, até o IPO conseguir comprar o remédio no estrangeiro. "Retomou o tratamento e melhorou", disse Sandrina Paquete, em meados de Abril. Apesar da evolução favorável do estado de saúde, em apenas um mês Iara sofreu uma recaída repentina. O vírus CMV venceu todos os fármacos.

Nos últimos dias, os órgãos vitais da menina começaram a falhar. Primeiro os rins, depois os pulmões, o fígado e finalmente o coração, que parou pelas 07h00 da manhã de ontem. O funeral de Iara realiza-se esta tarde na capela de Vilela do Tâmega.



Leia mais: menina-de-chaves-perdeu-a-luta-contra-a-leucemia
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quarta-feira, 11 de maio de 2011

GUITARRA EM HOMENAGEM À ESPOSA

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Estas fotos não datadas são uma herdade em La Pampa, seu formato de forma a ilustrar uma guitarra, foi a forma de um fazendeiro de nome Pedro Martin Ureta homenagear a esposa falecida.
Foram plantados cerca de 7.000 eucaliptos para chegar à forma aérea que dá uma ilustração perfeita dos céus.

terça-feira, 10 de maio de 2011

BONS EXEMPLOS


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Bons exemplos são excepção

A viver há oito meses no concelho de Anadia, André Venda, de 23 anos, diz-se surpreendido "pela positiva" com os acessos aos CTT da Curia e ao Tribunal Judicial da cidade.


"São adequados, o que é raro encontrar. Na maior parte dos casos, não há acessos, e o que existe é mal feito. Não se liga à inclinação das rampas e depois é como se fosse mais um degrau", afirma o jovem, que está paraplégico há três anos devido a um acidente de viação.
No Tribunal de Anadia, André Venda estaciona em frente ao edifício, num lugar reservado a pessoas com deficiência. "É raro encontrar um lugar livre. Existem em pouco número e normalmente estão ocupados por pessoas sem deficiência", lamenta. Os acessos ao edifício também são adequados.
André Venda teve a sensação de que "tinha perdido tudo" quando sofreu um acidente a caminho do trabalho. Na altura vivia em Porto de Mós e trabalhava numa pedreira. Hoje, está a concluir um curso de Fotografia e continua a praticar ciclismo, a modalidade de eleição. Desde a atribuição, pela Associação Salvador, de uma handbike, o sonho de disputar os Jogos Paralímpicos ficou mais próximo.

saude/bons-exemplos-sao-excepcao
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segunda-feira, 9 de maio de 2011

PEDIDOS DE AJUDA

131 PESSOAS PEDIRAM AJUDA A SALVADOR

O número de pessoas que se candidataram à Acção Qualidade de Vida da Associação Salvador, iniciativa que promove a integração social de pessoas com deficiência motora, chegou aos 131.



O valor dos pedidos ultrapassa os 850 mil euros, embora a associação só tenha 100 mil euros para distribuir. As candidaturas estão agora em processo de validação, até dia 16.
Nas três edições anteriores da iniciativa – 2008, 2009 e 2010 –, foram atribuídos apoios a 30 pessoas.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

'' PIT BULL AJUDA CRIANÇAS EM CADEIRA DE RODAS ''

Apesar de ser dado como perigoso e agressivo a raça Pit Bull, é um cão que treinado é um verdadeiro amigo e ajuda-dor em tarefas altamente humanizadas com esta cadela de nome Piggy.
Ela apesar de sua condição em cadeira de rodas, não deixa de espalhar alegria na cidade de Salt Lake, nos Estados Unidos, e prova que a deficiência não torna ninguém incapaz.
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Crédito: Reprodução / KSL-TV
A imagem de cães da raça Pit Bull quase sempre é associada a um animal violento e, muitas vezes, assassino. Esse não é o caso de Piggy, uma mistura de Pit Bull com Boxer e paraplégica que vem derretendo coraçõezinhos na cidade de Salt Lake, nos Estados Unidos. Há três anos a cadelinha sofreu um acidente de carro, que abalou a sua medula espinhal, paralisando suas pernas traseiras. Ninguém disse que a cadelinha deveria ser sacrificada, “mas essa foi a recomendação implícita” disse sua dona April Hollingsworth, ao canal americano KSL-TV.
April, no entanto, manteve sua melhor amiga viva, e agora Piggy tem um propósito em sua vida: em uma cadeira de rodas, a cadelinha é voluntária treinada em terapia animal no hospital para crianças Shriners Hospitals, em Salt Lake. O local oferece cirurgias gratuitas para crianças com lesões na medula espinhal, doenças ortopédicas e outras condições semelhantes. De duas em duas semanas, Piggy visita as crianças que estão se recuperando de uma cirurgia ou à espera de uma cadeira de rodas. Além disso, ela também frequenta sessões regulares de terapia para fortalecer as perninhas traseiras.
Segundo sua dona, Piggy é incrivelmente dócil. A cachorrinha acaricia bebês, e lambe calmamente a mão de uma criança. Às vezes, as crianças ficam tão animadas com a presença da cachorrinha, que precisam ser advertidas a permanecer em suas camas.


Ela é uma dos quatro cães voluntários no hospital que atuam através da Intermountain Therapy Animals, organização sem fins lucrativos que testa e treina cães para verificar se eles podem trabalhar com crianças e pacientes do hospital. Segundo a terapeuta de recreação, Laura Lewis, ela já testemunhou momentos em que bastou a cadelinha entrar na sala para que crianças que não se comunicavam com ninguém, simplesmente se sentaram e contaram à cadelinha como elas se sentiam e como estavam assustadas com a doença.
"Algumas pessoas têm o dom de cantar, outras têm dinheiro e podem iniciar ONGs. Eu tenho essa cadela, que espalha alegria por onde passa”, disse Hollingsworth emocionada ao canal de TV.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

'' SUPERE COM JESSICA COX ''

Cada vez que vejo exemplos assim, me vejo mais pequeno, e sem forças para fazer algo de que me orgulhe. Passamos a vida a reclamar disto e de aquilo, e quando algo que fazemos de tão mesquinho, logo se valorizamos e gabamos desses actos, é normal fazermos isso, porque todos dizemos no final; 'errar é humano'... está nos genes de nossa condição de humano, enfim, procuramos desculpas para nossos erros e foguetes para celebrar coisas tão mínimas que fazemos no decorrer de nossos dias.
Repare a maneira de como esta criança, Jessica Cox, hoje mulher, no decorrer dos seus anos de vida, sempre batalhou para se mostrar e valer aquilo de que seria capaz de realizar.
Confira você mesmo pelo slide:

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Leia mais: Jessica's Life

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

'' PORQUE SOMOS OS COITADINHOS !! ''



A sociedade é um imenso mercado, onde muito cedo as pessoas são etiquetadas e colocadas em algum lugar, sem escolha possível. O bonito, o feio, o desajeitado, o inteligente, o atrasado, o grande, o pequeno, o normal, o anormal...
E julga-se, sem piedade, os fracos, os fortes, os vencedores, os perdedores, os sãos, os doentes.
Chama-se de diferente aquele que não está na mesma linha de normalidade que a maioria do ser humano.
Mas, o que é ser diferente senão o fato de não ser igual ?
Não somos assim, todos diferentes ?
Por que etiquetas, se todos trazemos em nós riquezas inúmeras, mesmo se muitas vezes imperceptíveis aos olhos humanos ?
A diferença pede licença sim !!!
Dá-me oportunidade !
Deixa-me mostrar quem sou, ao meu tempo !
Deixa-me desenvolver minhas capacidades e farei florir meu deserto. Peço é oportunidade para mostrar do que sou capaz. Peço aceitação para estar no meu lugar, não o escolhido pra mim, mas aquele onde sou capaz de chegar. Se não plantamos sementes, jamais colheremos frutos !
Deixar que cada qual desenvolva a seu tempo e seu ritmo o seu potencial é dar abertura ao mundo. É a diversidade de flores que dá a beleza a um jardim.
Quem é normal e quem é anormal se o sangue corre da mesma forma para todos, se o coração bate da mesma forma, se as lágrimas têm a mesma cor e se o sorriso fala com as mesmas palavras ?
A diferença pede aceitação, pede respeito, pede tolerância e pede, sobretudo, muito amor.
Anormal não é quem foge dos padrões sociais; anormal é quem não compreende e não aceita que somos todos seres imperfeitos, mas, nem por isso, diminuídos aos olhos de Deus; anormal é quem se acredita grande e pensa que o mundo todo é pequeno; é quem não percebeu o verdadeiro significado da palavra amar.
Quando Jesus morreu de braços abertos foi para abraçar toda a humanidade; quando perdoou o ladrão, lavou pés, sarou cegos e leprosos, foi para nos dar a lição da humildade, para nos mostrar que grande mesmo é aquela pessoa capaz de abrir todas as portas do seu coração e de olhos fechados receber com amor todo aquele que a vida coloca no nosso caminho, independente da sua classe social, raça, religião, condição física ou mental.
A diferença pede licença !...
Abra-lhe o caminho e você vai ver onde ela é capaz de chegar !
Letícia Thompson

segunda-feira, 25 de maio de 2009

'' EXEMPLOS A TOMAR


Um homem com um braço protético na oficina em Remploy da fábrica Hillington, 1950. A fábrica especializada na fabricação de aparelhos ortopédico. Uma outra fábrica no Springburn fabricados cama.
Remploy foi criado em 1945, inicialmente como The Deficientes Emprego Corporation. Foi dito que "não queria uma repetição de um legless soldados jogando órgãos boca na rua" - uma referência à falta de apoio às vítimas da Primeira Guerra Mundial.
O rescaldo da Segunda Guerra Mundial, foi para ver "um regime para a reabilitação e formação profissional e na garantia do bom emprego, para pessoas com deficiência de todas as categorias".
No século 21, como o Reino Unido continua Remploy líder fornecedor de oportunidades de emprego para pessoas com deficiência. Proporciona empregos e formação em todas as partes da economia, bem como em suas próprias fábricas.
Com mais de oitenta sítios em todo o Reino Unido, que fornecem metade do topo empresas britânicas com bens e serviços.

Referência: Heatherbank Museu do Trabalho Social, imprima 6104 Reproduzido com a permissão da Universidade Glasgow Caledonian, Heatherbank Museu do Trabalho Social

sábado, 16 de maio de 2009

'' JOSÉ LIMA ''


Estamos num país que é uma vergonha pegada, olhemos ao nosso redor, vemos tantos reformados, por exemplo, polícia e guardas republicanos, que alem de ficarem com uma reforma acima da média, ainda vão tirar o lugar a muitos que estão no desemprego. Militares, como sargentos e outros, estão na reserva ou na reforma, ainda exercem profissões fora do seu âmbito e com salários acima da média do muitos que ainda pretendem arranjar um primeiro emprego. Mas isto, não quero condenar a prática, porque o ditado antigo é bem aplicado, 'em terras de coxos quem andar de moleta é rei'.
Agora reparamos num cidadão que não aufere as chorudas reformas que por aí se falam e se leiam nos jornais. José Lima, aquele mesmo que nós vimos fazer a travessia do Portugal do faz-de conta, para chamar atenção para a discriminação que são vitimas os portadores de deficiência motora, vai tentar ir a Bruxelas para contestar o corte de sua reforma, só por ter criado uma gráfica para editar os seus próprios livros.
Como a sua reforma é uma ninharia, a segurança social descobre que ele tinha uma pequena empresa, logo lhe faz o corte da reforma em 97 euros. Desta feita, José Lima vai até Bruxelas para alertar mais este atentado de que é vitima, isto juntamente com outros que também sentem na pele a mesma decisão da Segurança Social.
Mais um caso aberrante, que mostra que são os mais pobres a pagar a divida da máquina estado deste país do-faz-de-conta, para não dizer, 'Portugal do Pequeninos'.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

'' CEGO BATE RECORDE VELOCIDADE ''

Em Outubro de 2008, Luc Costermans, um belga de 43 anos bateu o recorde de velocidade ao atingir 308,78 km/h num Lamgorghini Gallardo numa pista de aeroporto próximo de Marseilha, no sul de França. O recorde anterior era de um inglês chamado Mike Newman que atingiu 268 km/h num BMW.
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O belga, Luc, já é veterano em quebrar recordes, em 2006 quebrou a barreira de também ter sobrevoado o Tour de França a bordo de um aeroplano leve.

Fonte: Fonte

segunda-feira, 6 de abril de 2009

'' AMARGO REGRESSO ''

Uma cena inesquecível do filme Amargo Pesadelo, a alegria de um autista.

Repare na expressão do garoto, no início ele parece triste e pequeno, mas à medida que toca seu banjo ele cresce com a música e vai se deixando levar por ela até transformar sua expressão triste em sorriso contagiante, contaminando todos com sua alegria.

A alegria é resgatada por alguns momentos graças a um violão forasteiro e ao banjo do garoto. Depois ele volta para dentro de si, deixando a sua parcela de beleza eternizada por acaso no filme Amargo Pesadelo (do ano de 1972).

O garoto não é actor, apenas um autista que residia no local onde estavam sendo feitas as filmagens, o pessoal da equipe por acaso parou em um posto de gasolina para abastecer e aconteceu a cena mais marcante que o director teve a felicidade de encaixar no filme.

Vale a pena o dueto, a beleza do momento e mais que tudo: a alegria do garoto!

Aproveite o encantamento do vídeo.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

'' SER FORTE ''

Prefiro aprender com meus próprios erros.

Existe um Provérbio Chinês que diz: "A honra não consiste em não cair nunca, mas em levantar cada vez que se cai".

Se eu tiver que cair, que seja com meus próprios erros, pois me sentirei honrado em me levantar e tentar uma outra fórmula...

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quinta-feira, 19 de junho de 2008

Chegar mais longe.




TRIBUTO A UM HOMEM SENTADO

Dia 7 de Janeiro de 1982, quinta feira, Carlos Frazão vai almoçar a casa, em Curvachia, (Cortes) lugar perto da cidade de Leiria. Vai em correria como sempre o fazia, todos os dias voava na euforia da juventude, 18 anos e arrogante imortalidade dos mesmos anos, como que se nada o detivesse. O rosnar do motor da sua moto, o vento sopra os cabelos, o frio endurece as mãos como que enrijando o semblante da cara e seus músculos, mas mesmo assim não abranda a marcha em direcção ao almoço.

Piso húmido e escorregadio, Carlos sente a moto a escorregar, desobedece ao condutor e não faz a devida curva, o corpo tomba e embate num veículo automóvel, os pensamentos correm de atropelo e pensa: "Aguenta-te Carlos, é preciso saber cair"...

Os ossos de repente viram papel, as pernas embrulhadas no corpo franzino, um puzzle de membros soltos, corpo jogado no chão como uma marioneta humana.
Carlos sabe logo, não tudo talvez, ou se calhar nem queria saber, mas o peso morto das pernas e a imobilidade persistente, leva-o a pensar o pior.

Na ambulância tentam o animar, chamam-no pelo nome e dizem:
"Então Carlos, isso é que foi, hem ?"Mas as pernas, aquela desobediência das mesmas preocupava-o demasiado para se deter em conversas.
" Não... não me digam que fico aleijado !!!"
Os bombeiros fugiam ao assunto: "Quais quê, aleijado !" 
Os mesmo olhavam de soslaio e continuavam:
"Não vamos pensar o pior, Carlos, foi somente uma queda e tanto"...

Do Hospital de Leiria, transferiram-no para Coimbra, esteve em coma três dias, quando acordou, tem a notícia que seu corpo era uma espécie de puzzle por completar, fractura da coluna, costelas partidas, perna direita com fractura exposta, perna esquerda partida, clavícula quebrada.

Assim que acordou, numa obstinação de quem tem 18 anos e uma vida pela frente, fez força para mover os dedos, primeiro os dos pés, de seguida as pernas, nada... absolutamente nada.

Olha em sua volta, procura os médicos e olhar nos olhos deles, nos enfermeiros, mas foi no olhar inchado de choro de sua mãe que encontrou a resposta, estava paraplégico.

Mas a impossibilidade da daquela curva, coração destemperado, as mãos quentes e suadas, tudo isso Carlos sente que tinha acabado de o fazer, diz que não teve nem um momento de desespero, cala-se, recua, corrige, sim tive...

Mas foi breve, porque o silêncio invadiu o quarto e todos os que nele estavam de redor de seu leito enfermo.
Os médicos dizem que ainda pode ter uma recuperação, falavam-lhe em percentagens, mas Carlos sem ter passado do 5º ano de escolaridade, sabe que 90% de hipóteses de voltar a andar, eram muito remotas, mas nunca devia de baixar os braços.
As horas, os dias, os meses que se seguiram eram vagarosos, no entanto sem pressa seguiu uma cruzada para recuperação do puzzle que era seu corpo e seu futuro.

Treze meses em Coimbra e depois em Alcoitão, nome que faz arrepiar quem por lá passou, mesmo só de visita.
Com apenas 18 anos, a vida de Carlos Frazão virou-se do avesso.
Em Alcoitão arrastou as pernas mortas com a força dos braços em barras de ferro, forçou o corpo massacrado de sonolência para obrigar a reagir, tornou a forçar, lutou contra ossos e contra músculos até aprender a descobrir melhoras, até sentir a sua autonomia, até nos 9 meses que passaram conseguir novas conquistas e metas.
Fez ginástica, nadou, jogou basquetebol, acostumou-se a ser livre, mesmo que isso o obrigasse a aprender andar de cadeira de rodas, acostumou-se a olhar para o mundo de baixo para cima, sem que isso lhe causasse algum dano, coisa que viu a acontecer a outros companheiros de infortúnio.
"Nunca senti que era um tipo numa cadeira de rodas, sabe ? O que não tem remédio... remediado está", "e eu percebi que, a partir do acidente, ia passar a andar sentado, sempre sentado, e pronto, foi isso que pensei e é isso que penso. Sou um homem igual aos outros, só que sentado"...

O momento de regresso a casa, foi duro, a cadeira a atolar-se na lama da entrada, os degraus impossíveis junto à porta, a miserável ausência de uma casa de banho. 
O pai, "que Deus o tenha em descanso", sempre a fazê-lo sentir a culpa de não ter tido juízo, de ser demasiado alegre, demasiado irresponsável, o pai que sempre vivera com austeridade, casa-trabalho...trabalho-casa, a suspirar com o estado do filho, impacientar-se com a cadeira de rodas, com os degraus, com a lama. Carlos, filho de gente humilde, passara 22 meses em "hotéis de luxo" "Hospitais", entre outros iguais, agora sentia-se diferente, só e carente.

Por ser tão gritante e tão obscena a junção entre a miséria e a deficiência, teve quem se juntasse para ajudar, gentes da freguesia, amigos, segurança social, anónimos, todos deram uma mãozinha, e a casa que diferenciava Carlos tornou-se sua outra vez, uma entrada de pedra, sem lama, uma rampa para a porta, uma casa de banho feita de raiz para quem, como Frazão, é um homem sentado.
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Carlos podia ter ficado a lamentar-se, comovido com a ajuda de solidários, podia ter-se acostumado à mão estendida, pronta só para receber, sem fazer mais do que exibir o óbvio, duas pernas sem préstimo e uma cadeira de rodas.

Mas não, nunca, apaixonado pela mecânica, recomeça devagarinho em casa primeiro, arranjar motores de rega e betoneiras, a inventar engenhocas que davam certo. Um colega desafia-o para sair da toca: " anda, vem trabalhar comigo".
Doido pela vida, doido para ser livre, como que a vida o estivesse a chamar, foi.

Preparou carros para ralis, jipes para todo-o - terreno, "depois, pensei ir mais longe, comecei a trabalhar por minha conta na oficina de um primo".

Decorria o ano de 1988, Carlos levantava-se de manhã cedo, arranjava-se e ia para o trabalho, tornou-se bom naquilo que fazia, especializou-se em adaptar carros para deficientes, e só pecava por não cobrar às vezes como o devia fazer. Trabalhava com amor à camisola, de manhã à noite, tirou cursos de formação, leu e releu livros especializados, sempre na ânsia de como diz: "chegar mais longe".
No entretanto, os amores, endireita-se na cadeira para confessar que nunca lhe faltaram, sorri e desvia o olhar, no embaraço da sua vaidade, mas reafirma que sim, sempre teve " muito convívio com muitas mulheres", e que a cadeira nunca foi um entrave, quais quê, sempre foi igual, só que um homem sentado.

De seguida, mais sério, explica: "apesar de ser paraplégico, não tenho lesão medular, tenho uma pressão medular, o que significa que controlo os esfincteres e não tenho qualquer problema de impotência, o que ajuda, claro !!! Mas ainda que tivesse, acho que tem sempre maneiras de dar volta ao assunto, não é ? Basta ter imaginação... e vontade de viver".
Foi com a vontade de viver que nunca perdeu, nem mesmo com 18 anos que sua vida virou do avesso, que carlos conheceu Isabel. No dia 14 Outubro de 1997, no casamento da irmã, perguntou-lhe: "vamos beber um copo os dois quando isto acabar".
Ela disse que sim, mas não nega que pensou: "xou !! O que é que este coxo quer ir fazer mais eu ?"
A desconfiança pairou perante a graça de Carlos: "rendi-me ao atrevimento dele, à forma natural de estar como qualquer outro homem", renderam-se um ao outro.

Compraram um apartamento primeiro, depois uma moradia, vivem juntos com um filho dela, mas como se fosse dele.
A casa não parece a mesma, Carlos acrescentou um piso térreo onde tem a oficina.

Carlos Frazão é um dos instaladores de carros para deficientes no país certificados pela Lusotécnica. Tirou um curso em Faro e outro em Badajoz, e não tenciona falhar nenhum, desde que surgem e diz: "chegar mais longe".
Mas como diz, a vida não é só trabalho, também se dedica aos desportos motorizados, ralis, karts, todo-o-terreno e moto-4.
No verão de 2005, o infernal incêndio que devastou boa parte do centro do país, e Leiria não fugiu aos mesmos, andou a lamber a casa, os vizinhos. 
Carlos desdobrou-se, reinventou-se, não descansou, andou dias numa roda-viva a transportar leite, água e comida para os bombeiros na sua moto-4, ajudou os populares e vizinhos.
Numa dessas viagens, parou para conversar com um grupo de aflitos quando viu um garoto correr a uma direcção sem saída e demasiado próximo da frente do fogo, teme o pior, acelera a sua moto-4 em direcção à rua, e depara-se com a criança já deitada no chão, semi-inconsciente, rodeada de labaredas do tamanho de prédios. 
Agarra a criança, puxa para cima de sua moto-4 e arrancou para longe do fogo, sem dar por ela, outro rapazola salta para cima da mesma montada, foi a única maneira de fugir para a vida.
Carlos Frazão tornou-se o herói da terra ao salvar das chamas duas crianças, para muitos ele já era um herói vivo, por ser ele um vencedor, salvou-se a si próprio e de nunca ter desistido, embora seja UM HOMEM SENTADO.







"CITAÇÃO DE:
SÓNIA MORAIS SANTOS NAS SELECÇÕES READER´S DIGEST DE MAIO2007"http://alfredocr.blogs.sapo.pt/28432.html
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