AMIGOS

sexta-feira, 24 de junho de 2011

GASTA 400 EUROS EM CREMES

Tem doença rara e vive de ajudas

Nasceu com ictiose, uma perturbação genética e rara que torna a pele escamosa, sofreu várias mazelas a nível físico e, devido ao seu aspecto, não consegue arranjar emprego. Vera Beleza, 31 anos, residente em Matosinhos, está no desemprego há oito anos e só sobrevive com a ajuda de amigos.




"Já trabalhei como repositora e secretária num escritório, locais onde não estava em contacto directo com o público. É muito complicado arranjar emprego porque as pessoas olham-me de lado. Já basta ter este problema, quanto mais ter de enfrentar as pessoas", lamentou Vera Beleza.

A mulher sofre de ictiose lamelar, um dos tipos mais graves da doença. Na adolescência teve de amputar os dedos dos pés, porque com "a doença os dedos enrolaram e não conseguia andar". Tem de usar roupa 100% de algodão, doada por amigos, de forma a não irritar a pele. Gasta 400 euros por mês em cremes, essenciais para melhorar a qualidade de vida, mas só os pode comprar com a ajuda dos amigos. Com uma reforma por invalidez de 200 euros, está agora a angariar dinheiro para receber tratamento para a pele nas Termas de Monfortinho, em Castelo Branco.

Apesar das vicissitudes, Vera criou a Associação Portuguesa de Portadores de Ictiose e conseguiu que fosse aprovado um projecto-lei para comparticipar os cremes.



Tem doença rara e vive de ajudas

quinta-feira, 23 de junho de 2011

SAÚDE IGUAL A POLVO

Médicos usam receitas de mortos

A Polícia Judiciária está a investigar uma megaburla de receitas falsas de medicamentos prescritos por médicos e dentistas que utilizaram as cédulas de colegas falecidos para pedirem vinhetas e passarem receitas. Foram detectados casos em que o doente, a quem foi prescrita a receita, também já tinha falecido.



Ao que o CM apurou estes casos estão ligados a uma megaburla com medicamentos que poderá ter lesado o Estado em mais de 10 milhões de euros e levou à detenção, em Janeiro de 2011, de quatro administradores de uma empresa distribuidora de medicamentos e os donos e directores técnicos de farmácias situadas em Lisboa.

A investigação surge na sequência da fiscalização da Inspecção--Geral das Actividades em Saúde, que detectou clínicos com mais de 70 anos que continuavam a exercer e que apresentavam uma prescrição anual fora do normal. Há casos de médicos do sector privado, nomeadamente em Viseu, que passaram entre 5 a 10 mil receitas por ano. Na lista estão médicos dos 82 aos 92 anos.

Um dos casos suspeitos é uma clínica dentária com 43 dentistas que gasta 37 mil vinhetas por ano.

O bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, afirmou ao CM que "é muito fácil falsificar vinhetas: basta uma fotocopiadora, um código de barras e autocolantes". E garantiu que irá ter mão pesada para os profissionais envolvidos nas fraudes que envolvem vinhetas de médicos falecidos. "Os criminosos com licenciatura em Medicina serão expulsos da Ordem". Para reduzir o risco de fraude, José Manuel Silva defende as receitas electrónicas.

Opinião semelhante tem o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas. Orlando Monteiro da Silva, admitiu ao CM a possibilidade de "existirem profissionais que utilizam de forma indevida vinhetas de profissionais mortos através do uso dos seus números da cédula profissional".

A burla envolve remédios para uso psiquiátrico, nomeadamente uma injecção, cujo preço varia entre os 199 e os 299 euros.


medicos-usam-receitas-de-mortos
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PROCURA-SE _ TAP

terça-feira, 14 de junho de 2011

MARCHA PELA IGUALDADE

Organizador de marcha lamenta pouca atenção dada a deficientes

11 JUN 11 às 14:58

Numa altura de «total inércia», Eduardo Jorge garantiu que os participantes nesta marcha vão formar um grupo para conseguir aquilo que os deficientes há muito lutam.






Um dos organizadores da marcha pelo cidadão deficiente, que se realiza este sábado em Lisboa, lamentou o facto de os poderes políticos darem pouca atenção aos direitos destes cidadãos.

À TSF, Eduardo Jorge sublinhou ainda a importância de o novo Governo, que vai entrar em funções, ouvir os problemas dos deficientes numa altura de «inércia total a nível de associativismo e de quem tem poder de nos continuar a ignorar e excluir».

«Embora com poucos recursos, gostaríamos de tentar mostrar à sociedade que existimos e continuamos a ter muitas necessidades não como esmola e subsídios, mas queremos ferramentas iguais para alcançar os nossos objectivos», explicou.

Eduardo Jorge deu o seu exemplo pessoal, ao dizer que pretende uma formação profissional, mas que não a consegue pois não dispõe de transporte adaptado na aldeia onde vive.

«Não queremos ser institucionalizados. Não tenho culpa de ter o corpo que tenho e depois institucionalizam-nos», frisou este organizador, que acusa as várias organizações de deficientes de não fazerem o trabalho que devem.

Por isso, Eduardo Jorge garantiu que os participantes nesta marcha «vão constituir juridicamente um grupo em que vamos fazer acontecer o que propomos junto da tutela e poder político».

«Mas, fazer realmente acontecer nem que o tenha de ficar com a minha cadeira durante horas e dias à frente dos organismos.É radicalizar, mas é isso que tem de acontecer. Boas vontades não chegam. Esperámos muito tempo e temos de ser ouvidos», concluiu.










Eduardo Jorge fala na «inércia total» no sector

domingo, 12 de junho de 2011

MARCHA PELA IGUALDADE


Autarquias falham apoio


Eduardo Jorge, tetraplégico e um dos membros da organização da Marcha pela Igualdade, que ontem juntou cerca de 200 deficientes na avenida da Liberdade, em Lisboa, apontou duras críticas às autarquias, que "ignoraram os apelos" dos deficientes para a obtenção de transporte para a iniciativa.








Apenas Miranda do Douro, Abrantes e Lisboa foram referidas pela positiva, por terem cedido viaturas. A acção governativa de José Sócrates foi também contestada pelos manifestantes, que reclamaram do futuro primeiro-ministro, Passos Coelho, que reponha os benefícios extintos. Ana Gonçalves, 28 anos, portadora de uma doença neuro-muscular, dá o seu exemplo: após ter trabalhado num gabinete de acção social, foi-lhe retirada a prestação mensal de 170 euros.

A jovem explica que só pode estar na manifestação porque os amigos acederam a deslocar--se a Lisboa. Por sua vez, Felisbelo Correia, 43 anos, paraplégico desde os sete anos, devido a atropelamento, diz receber uma pensão de 290 euros, que considera "uma miséria". Rosário Morgado, 55 anos, paraplégica em consequência da poliomielite, critica a "falta de guias" no transporte por ambulância.


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sexta-feira, 10 de junho de 2011

SMS BRUTAL _ ACIDENTE DE CARRO


É chocante??? É sim!!! Vamos espalhar este vídeo o mais que se puder, para ver se se consegue consciêncialisar as pessoas da estupidez que praticam.

MODA E MERGULHO

Mergulho pela inclusão

Sob o lema ‘Mergulho e Moda juntos pelo Direito à Inclusão’, cerca de vinte pessoas com deficiência motora, a grande maioria paraplégicos e tetraplégicos, vão fazer hoje o seu baptismo de mergulho na praia da Baleeira, em Sesimbra. Têm entre 20 e 40 anos de idade.




A iniciativa comemora o primeiro ano da Disable Divers International em Portugal, uma organização internacional que promove a inclusão social de pessoas com deficiência. Do programa consta também uma experiência de surf e para fechar o dia, um desfile de moda. O modelo brasileiro Fernando Fernandes, que ficou paraplégico após um acidente de viação em 2009, vai estar presente.

LICENCIADA EM PSICOLOGIA SOCIAL


“Fico barrada no metropolitano”

Com dez anos Madalena Brandão, de Lisboa, apercebeu-se de que ia deixar de andar. Quatro anos mais tarde ficou presa numa cadeira de rodas. "Foi um alívio, é mais fácil do que andar de muletas pois tenho uma maior liberdade de movimentos", explicou ao CM a jovem de 27 anos licenciada em Psicologia Social. A jovem sofre de Polineuropatia, um distúrbio neurológico que se traduz por uma disfunção simultânea de vários nervos periféricos.






Duas vezes por semana, Madalena faz voluntariado na Associação dos Deficientes das Forças Armadas e, embora não seja uma pessoa ambiciosa, os projectos são imensos: "Quero arranjar um emprego na área social e comunitária".

Sofre, porém, com a falta de sensibilidade das pessoas que ocupam os lugares reservados a deficientes e a ausência de infra-estruturas acessíveis nas instalações do Metro de Lisboa, onde os elevadores estão sempre desligados ou avariados. "Evito andar de metro porque sei que vou ficar barrada à espera de que a minha mãe vá chamar uma funcionária para ligar o elevador, o mais irónico é que depois volta a desligá-lo", diz.

NOVOS CONTACTOS

Confrontado pelo ‘CM’, a empresa Metro de Lisboa diz que não é possível ligar e desligar os elevadores com a facilidade descrita pela utente. "Seria bom e muito útil", sublinha a transportadora. A empresa está a implementar novos contratos de manutenção.

Gabinete de comunicação, Metro de Lisboa

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ALJUSTREL _ ANDRÉ TEM DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA

Vida entre sofá e cama

Quando chega a casa à sexta-feira, André Figueira, de 18 anos, tem pela frente um fim-de-semana entre o sofá e a cama. O jovem, natural de Messejana, no concelho de Aljustrel, sofre de deficiência múltipla. A casa onde vive com os pais e o irmão mais novo é muito pequena e não está adaptada para o uso da cadeira de rodas.











Os quase 70 quilos de André impedem os pais de o levar com regularidade à rua. "Tem de ser tudo a poder da força de braços. E como pesa muito, também não conseguimos sair com ele à rua. Custa muito passar todos os fins-de-semana assim", contam os pais, Humberto, de 37 anos, e Márcia, de 34, que nos dias em que estão em casa com o filho se sentem impotentes para lhe dar mais conforto e tranquilidade.

Durante a semana, André está internado no Centro de Paralisia Cerebral de Beja, associação em que é seguido e acompanhado, mas os sábados e domingos são passados em casa com os pais e o irmão mais novo, o pequeno Dinis, de cinco anos.

"São dias sem qualquer qualidade de vida para ele", lamenta Humberto Figueira. O casal tem vindo, há já algum tempo, a solicitar junto da Câmara Municipal de Aljustrel uma habitação que ofereça melhores condições para a mobilidade do jovem André.




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